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IBGE: registro em carteira cresce, mas renda do empregado fica para trás



Agência Brasil
Carteira de trabalho: 4 milhões obtiveram registro
Quem trabalha no setor privado e tem carteira assinada ganhava 8,4% menos do que a média da população ocupada em 2012, aponta um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta terça-feira (30). É a maior diferença desde 2003, quando o registro em carteira no setor privado significava rendimentos 1,6% maiores do que a média nacional.
Nesse intervalo, entretanto, a proporção de empregados com esse tipo de vínculo no setor privado – que responde por oito em cada dez empregos no País – saltou de 71,9% para 82,4%. Isso ocorreu porque o registro em carteira cresceu mais rapidamente do que o conjunto da população ocupada, o que indica um avanço da formalização.
Em 2012, o rendimento médio de quem tem registro em carteira era de R$ 1.643,30, abaixo dos R$ 1.793,69 recebidos pela média das pessoas ocupadas, seja em emprego formal ou informal. Em 2003, a situação era inversa:quem tinha carteira ganhava mais do que a média – R$ 1.433,01 contra R$ 1.409,84, respectivamente.

Segundo o estudo, quem tem carteira ficou para trás já em 2006. O motivo foi um crescimento mais acelerado da renda dos trabalhadores por conta própria e dos empregados sem carteira. De 2003 a 2012, a renda média dessas duas categorias avançou 39,4% e 42,8%, respectivamente, contra 27,2% para o conjunto da população ocupada e 14,7% para quem tem registro em carteira.
Formalização reduz renda média 
Esse crescimento menor estar ligado não só a reajustes menores nos salários, mas ao avanço da formalização vai registro em carteira, ressalta Adriana Berinduy, pesquisadora da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Enquanto a população ocupada em geral cresceu 24% de de 2003 a 2012, o número dos que tem carteira assinada avançou 53,6%. Isso significou a formalização de 4 milhões de pessoas.
“O emprego com carteira aumentou muito nos últimos anos. Entraram para o rol de trabalhadores com carteira trabalhadores que vieram de [situações] em que os rendimentos eram historicamente mais baixos”, diz Adriana. “E os setores que têm criado mais vagas no mercado de trabalho são comércio e serviços, cujos rendimentos também não são tão altos.”
Para Adriana, é impossível dizer se o crescimento menor da renda estimular o trabalhador a trocar o trabalho com registro em carteira por outras formas de ocupação – como estar empregado sem registro ou ser trabalhador por conta própria e contribuir Previdência.
“O crescimento da carteira se consolidou, perdeu o ritmo, mas continua em 2012 e em 2013. É um processo que a gente percebe que tem fôlego”, diz a pesquisadora do IBGE. “Dizer que o crescimento da carteira vai parar porque as pessoas vão preferir ser autônomas [é algo que] não dá para antever.”

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