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Sem Chávez, próximo presidente terá de lidar com economia e violência


Próximo presidente terá de equilibrar legado chavista com desafios que aguardam a nova gestão
Manter o legado de Hugo Chávez e, ao mesmo tempo, adaptar as suas políticas para os desafios que a Venezuela enfrenta, como problemas econômicos e violência. Esse será um difícil equilíbrio que o próximo presidente venezuelano terá a partir do dia 19 de abril, quando for empossado após as eleições deste domingo.
À sua maneira, tanto Nicolás Maduro, o candidato chavista, quanto o opositor Henrique Capriles Radonski fizeram campanha prometendo fazer justiça à obra de Chávez.

Qualquer que seja o resultado, será um indicativo da força do chavismo e da oposição, que agora competem sem a imensa e influente figura de Chávez, que venceu quase todas as eleições e referendos que postulou, dominando também os governos estaduais e o Legislativo do país.A diferença é que, enquanto Maduro prometeu seguir à risca o chamado Plano Pátria, adotado por seu mentor, Capriles defendeu que há iniciativas positivas no governo anterior, mas que é preciso mudar.
Entretanto, analistas creem que os desafios do país acabarão requerindo do próximo presidente que imprima a sua marca no cargo e enfrente os sérios problemas que afetam o país.

Economia

Maduro prometeu seguir à risca o chamado Plano Pátria, adotado por seu mentor, Hugo Chávez
“Quem quer que ganhe a presidência, estará lhe esperando a matraca da crise econômica represada pela festa eleitoral (do ano passado)”, postou, em sua conta do Twitter, o analista político Luis Vicente León, da consultoria venezuelana Datanálisis.
Ele se refere ao crescimento de 5,6% da economia no ano passado, um dos ritmos mais fortes da América Latina.
Porém, como notou a consultoria internacional Capital Economics, o crescimento foi possibilitado por um forte pacote de estímulos que incluiu uma política monetária frouxa e fortes gastos públicos na construção civil e infra-estrutura.
Para este ano, os analistas de mercado estimam que a economia se retraia até 2% ou que, no cenário mais positivo, o ritmo de crescimento seja freado bruscamente.
O efeito disto poderá ser criar mais descontentamento entre os venezuelanos, que já se queixam de uma inflação que deve bater 30% este ano.
Esta estimativa, da consultoria Ecoanalítica, leva em conta um aumento salarial de 25% para 2013, mas tanto Maduro quanto Capriles já prometeram elevar o mínimo em 40% quando chegarem ao poder.

Bolso limitado

O novo presidente herdará estes desafios tendo nas mãos as rédeas de uma economia que nos últimos 14 anos concentrou suas fontes de renda no petróleo.
Capriles / AP
O opositor Capriles defende mudanças, mas reconhece que há iniciativas positivas no governo anterior
No ano passado, o petróleo respondeu por mais de 96% dos US$ 97,3 bilhões exportados pela Venezuela para o mundo. No início do governo Chávez, em 1999, esse patamar era de 80%.
Isto significa que, apesar de fazer um discurso em prol da diversificação da economia, o bolivariano concentrou ainda mais as suas fontes de renda, e tornou o país ainda mais dependente de importações.
“Manter o status quo em matéria de modelo econômico seria suicida”, diz León, mesmo para Maduro.
No entanto, realizar mudanças que já são difíceis por natureza sem o capital político que Chávez tinha será um desafio extra o novo escolhido.
“Qualquer um que ganhar com uma margem estreita poderá ter dificuldades para provocar as mudanças indispensáveis para estabilizar a economia”, ressalvou León.
Além destes desafios econômicos e sociais, o presidente venezuelano terá de responder às demandas de cerca de 25 missões, ou projetos sociais, iniciados pelo governo Chávez nos últimos 14 anos.
A mais visível atualmente é a Gran Misión Vivienda Venezuela, que tem por objetivo construir 2 milhões de habitações populares até 2017. A meta para o ano passado era de cerca de 353 mil casas – até agosto, haviam sido construídas cerca de 234 mil.
Outros programas incluem a missão Mercal, que distribui alimentos com preços subsidiados a famílias mais pobres, e a missão Barrio Adentro, de levar saúde pública para os barrios pobres.
Durante os dez dias de campanha, ambos os candidatos prometerm ainda construir estádios, hospitais públicos, infraestrutura de transportes, para os quais os economistas duvidam que haja dinheiro disponível.

Violência

Outro desafio que aguarda Maduro ou Capriles são os níveis de violência urbana, um assunto que preocupa a todos os venezuelanos, mas principalmente a classe média.
Especialistas calculam que a taxa de homicídios na Venezuela seja de cerca de 69 mortos por cem mil habitantes – um dos índices mais altos da região.
A estimativa leva em conta a contagem de mortos por armas de fogo em 2011 – 19,3 mil segundo a ONG Observatório Venezuelano da Violência, em um país de 28 milhões de habitantes –, sendo que em Caracas este índice se aproxima de 110 por cada 100 mil pessoas.
Em julho do ano passado, Chávez lançou um programa de segurança pública batizado de Missão A Toda Vida Venezuela, mais uma de uma série de iniciativas do governo, que incluíram leis de desarmamento, a criação da Polícia Bolivariana, entre outras.
Porém, a oposição acusa o governo de ineficácia nesse campo.
Um dos números utilizados pela campanha de Capriles foi o de que, desde que Maduro passou a comandar o governo, após o afastamento de Chávez para sua quarta cirurgia em Cuba em dezembro, mais de 5 mil pessoas já foram assassinadas no país.
À medida que o país se polariza, dizem muitos porta-vozes da oposição, também aumenta o nível de insegurança no país.
O presidente em exercício rebate as acusações e diz que oposição faz uso eleitoral das estatísticas.

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