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Inadimplência de 7,48% é a menor desde outubro

As famílias estão acertando as contas. E a redução das taxas de juros que o País passou, que começou no ano passado, teve grande contribuição para isso. Ontem, o BC (Banco Central) informou que a inadimplência dos consumidores nos empréstimos atingiu 7,48%. Este é o menor percentual desde outubro de 2011.
Em março, o BC registrou inadimplência de 7,58%. Portanto, além de queda mensal, o resultado de abril também configurou o quarto decréscimo consecutivo neste ano. Os dados são referentes aos empréstimos com recursos livres, que são dinheiros cujos juros são facultativos às instituições financeiros. Para ser considerada inadimplência, o atraso na liquidação da parcela da operação de crédito deve ser superior a 90 dias.
"Evidentemente que esse resultado foi positivo", avaliou o professor e coordenador do Laboratório de Finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração), Alexandre Cintra do Amaral.
O especialista explicou que vários fatos ocorridos no ano passado influenciaram a queda nos calotes. Entre eles está a redução da taxa Selic, que é o juro básico do País. No ano passado, os diretores do BC determinaram que esse indicador ficasse em seu menor patamar histórico, de 7,25% por ano. Como consequência, os custos da maioria das operações de crédito também tiveram leve diminuição.
"Também tivemos a queda dos spreads bancários. Basicamente pela pressão do governo", disse Amaral. Esse conceito é a diferença entre o preço que os bancos captam os recursos e por quanto eles emprestam. E quanto menor, mais barato é o crédito.
Por fim, a atitude das instituições públicas Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, de diminuir as taxas mínimas e máximas nas suas linhas de crédito, que geraram menores juros médios às novas transações, puxaram todo o mercado. Assim, as demais instituições, as privadas, para não ficar para trás, reduziram.
Por outro lado, a queda da inadimplência estimulada por uma diminuição geral dos juros, impulsionou os consumidores a emprestarem mais. Segundo o BC, as concessões de crédito em abril chegaram a R$ 130,2 bilhões, expansão mensal de 7,4% e anual, 16,9%.
Com a possibilidade de parcelar, a demanda interna aumentou e os preços também. Tanto que o último resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de abril, acumulou 6,49% em 12 meses. E o governo tem como teto da meta de inflação 6,50%. Passou dessa margem, a interpretação é de que o poder de compra do País está em risco.
Amaral afirmou que, infelizmente, estamos no limite das reduções de juros. "A inflação alta é pior pensando macroeconomicamente,pois prejudica as famílias, as empresas e os bancos. Por outro lado, o impacto da inadimplência é especificamente às instituições financeiras."

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