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Consumidor percebe inflação bem mais alta do que a do IBGE

A inflação oficial medida pelo IBGE subiu 0,37% em maio, índice menor do que os 0,55% de abril, mas o suficiente para acender o alerta vermelho: nos últimos doze meses, os preços já acumulam alta de 6,5%, o teto da meta oficial. Se a alta preocupa o governo, para o consumidor, a disparada dos preços já ultrapassou, e muito, os indicadores oficiais e pesa cada vez mais no bolso.

“Tudo subiu e foi bem acima da inflação. Qualquer um é capaz de perceber isto”, diz a estudante de veterinária Lignes Caroline de Melo. O aposentado Antônio Silva diz que percebe a escalada dos preços principalmente nos alimentos. Ele diz que a alta é tanta que chega a duvidar os índices divulgados pelo IBGE. “Eu acho que os índice de inflação não mensuram a realidade. A inflação na verdade deve ser uns 50% a mais do que é divulgado”, desconfia.

A percepção do consumidor tem razão de ser. Enquanto a inflação oficial medida pelo IBGE em Belo Horizonte ficou em 6,52% nos últimos 12 meses, de acordo com o IBGE, o preço da cesta básica aumentou 18,81% no mesmo período, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Como os alimentos consomem boa parte da renda das pessoas, é natural que o consumidor perceba no dia-a-dia uma inflação acima do índice oficial.

O coordenador do curso de ciências econômicas da Newton Paiva, Leonardo Bastos, diz que o consumidor percebe uma alta maior porque nem tudo o que ele compra está contemplado nos índices oficiais. “A pessoa vai comprar um sapato. Ele subiu de preço e subiu muito, mas não está na conta da inflação. Então, a pessoa vai perceber uma inflação que o índice oficial não mostra. Mas os preços estão aumentando assustadoramente”, exemplifica.

Ele explica ainda que há dois tipos de inflação, a de oferta e a inercial. O primeiro tipo é quando a procura por um produto é maior do que a oferta. “Foi o que aconteceu com o tomate em abril. Houve um problema na safra, a demanda era grande e o preço explodiu”, lembra. No mês, o preço do quilo do tomate chegou a R$ 18 e virou até piada na internet.

O segundo tipo acontece por medo da própria inflação. “Os empresários aumentam os preços com medo da inflação futura e isso vira uma bola de neve”, diz. Ele afirma que isso já está acontecendo no Brasil, gerando uma sensação de insegurança. “O custo de vida está subindo muito”, diz.

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