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Imposto de Importação fica menor para cem produtos

Alíquotas vão cair principalmente sobre importação da indústriaMikołaj Kirschke/Wikimedia Commons
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia nesta quinta-feira (1º), a redução da alíquota do Imposto de Importação para cem produtos, a maioria usada como matéria-prima pela indústria. O objetivo é evitar que a alta do dólar, que chegou próximo a R$ 2,30, eleve o preço dos insumos importados e renove a pressão inflacionária.
A medida está sendo considerada uma ajuda à indústria nacional neste período de baixo crescimento. Na prática, o governo não vai renovar a lista de exceção à TEC (Tarifa Externa Comum) que entrou em vigor em outubro do ano passado e valeria até o fim de setembro deste ano. 
O imposto foi elevado para produtos em que a indústria nacional sofria com a concorrência acirrada dos importados. Mas a elevação do dólar e a preocupação em trazer a inflação para patamares mais baixos fizeram o governo mudar a estratégia, que chegou a ser considerada protecionista por alguns países.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse em entrevista ao jornal o Estado de S. Paulo que uma desvalorização de 20% no real ante o dólar significa um aumento na inflação de 1 ponto porcentual, o que ele chamou de um "caminhão de inflação".
A população, no caso dos produtos importados sobretaxados, percebe a alta do dólar indiretamente. O empresário paga mais para fazer o produto e, consequentemente, cobra mais do consumidor.
Alíquotas
Entre os cem produtos estão itens de bens de capital, de siderurgia, petroquímica e medicamentos. Grande parte das alíquotas, que variavam entre 12% e 18%, passou para 25%. Agora, retornaram ao patamar mais baixo.
O Imposto de Importação vale para as compras brasileiras de países que não pertencem ao Mercosul, grupo formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.
Alguns setores da indústria, como os de eletrodomésticos da chamada linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras), e de automóveis, se queixaram ao ministro Mantega da elevação dos custos em razão do aumento de algumas matérias-primas como produtos siderúrgicos.
Os empresários avisaram que, sem uma intervenção do governo, haveria reajuste dos preços para o consumidor. A alta do dólar nos últimos dias — a moeda subiu 2,11% em julho — precipitou o anúncio da decisão do governo.
Mantega esteve reunido ontem com o presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Mauro Borges, para discutir o assunto. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, está de férias.

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